Observar primatas em ambientes naturais preservados, percorrer áreas de floresta e participar de experiências ligadas à pesquisa científica são algumas das propostas da Rota dos Primatas de Mato Grosso – Trilhando Novos Caminhos, lançada nesta sexta-feira (15), durante o Avistar Brasil 2026, em São Paulo.
A rota reúne empreendimentos, propriedades rurais, reservas privadas e comunidades locais em um roteiro voltado ao turismo de observação de vida silvestre. O projeto combina turismo de natureza, educação ambiental, pesquisa científica e conservação da biodiversidade.
Ao longo de aproximadamente duas semanas, visitantes, pesquisadores, fotógrafos e observadores de vida silvestre poderão passar por sete localidades e observar cerca de 15 espécies de primatas. O roteiro inclui hospedagens em pousadas, reservas privadas, propriedades rurais e comunidades locais, além de atividades de interpretação ambiental e experiências científicas de campo.
A iniciativa envolve três regiões turísticas de Mato Grosso: Circuito das Águas, Portal do Agronegócio e Amazônia Mato-grossense. Entre os participantes estão Jardim da Amazônia Lodge, Cristalino Lodge, Fazenda Anacã, Paso Kaú, Recanto dos Buritis e Sítio Água Boa, além de outras áreas em processo de integração.
A Rota dos Primatas é implementada desde 2023 pelo Instituto Ecótono, em parceria com a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), a Sociedade Brasileira de Primatologia (SBPr) e o Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Primatas Brasileiros (CPB/ICMBio). O objetivo é associar a observação da fauna à produção de conhecimento científico, à conservação dos habitats naturais e à geração de renda nos territórios envolvidos.
O Sebrae também passou a integrar a construção da rota por meio do Programa Agentes de Roteiros Turísticos, executado pela consultora Marina Marchezini. A atuação busca apoiar a estruturação dos produtos turísticos, a qualificação dos empreendimentos e o fortalecimento da governança do roteiro.
Os empreendimentos participantes recebem assessoria técnica para adoção de boas práticas em turismo de observação de fauna, manejo da visitação e conservação ambiental. A proposta é criar um modelo de turismo científico que contribua para a valorização da floresta em pé e para a proteção da biodiversidade.
Além de produto turístico, a rota é apresentada como estratégia de desenvolvimento territorial. Ao aproximar ciência, turismo e comunidades locais, o projeto insere Mato Grosso em uma agenda de turismo de natureza que tem crescido no Brasil, especialmente em destinos associados à conservação e à observação de vida silvestre. (com informações da assessoria)